O Estudante - Adelaide Carraro

por - 7.9.15

     Título: O Estudante
Autora: Adelaide Carraro
Editora: Global
Páginas: 126
Ano: 2006 - 50ª edição

Sinopse: "O Estudante é o grito desesperado de alerta para jovens, pais, professores, qualquer pessoa que pode, a qualquer momento, se tornar vítima das drogas. É o relato de um jovem que teve seu lar destruído pelo fantasma da droga, que não respeita idade, classe social, religião e raça. Muitos leitores poderão achar o conteúdo deste livro chocante e brutal, mas não devem se esquecer de que a realidade aqui escrita é muito mais. Um livro que não pode deixar de ser lido por todos que abominam o caminho da miséria e degradação para o qual os jovens são arrastados pelo vício das drogas."

O Estudante é um daqueles livros que dão um choque de realidade para quem os lê.
Conta a história de dois irmãos, Renato e Roberto, e a relação do mais velho com as drogas.
Roberto, o mais jovem, inicia a história como uma carta para os leitores, os mostrando e alertando como foi sua vida e a de sua família depois que seu irmão conheceu a droga.
O livro é dividido em duas partes, na primeira, a Parte Azul, Roberto descreve os primeiros anos de vida dele e do irmão como Renato era bom em tudo, era o melhor da classe, prestativo, bondoso, amável, puro e adorado por muitos que o conhecia, queria ajudar de qualquer jeito possível as pessoas menos privilegiadas através de projetos com amigos da escola. 
A segunda parte, a Parte Negra, nos mostra o começo de comportamentos estranhos de Renato, como chegar em casa tarde, olhos vermelhos, enrolação na fala e todos os sintomas de um usuário de drogas. E é nessa parte do livro onde muita coisa acontece: conversas de um professor com um traficante, brigas de família, drogas na escola e mortes.
O livro consegue mostrar claramente a trajetória de um usuário de drogas e de como isso acaba, não só com ele mas, com sua família, amigos e todos aqueles que estão a sua volta.
O Estudante é, sem dúvidas, uma história sobre a realidade da droga, e o que mais me assusta é que desde aquela época, a primeira impressão do livro, em 1982, as coisas não mudaram muito. A droga não escolhe quem quer atingir, pode ser famílias de milionários até o jovem mais pobre. Essa porcaria atinge, infelizmente, milhares de jovens todos os dias.
Algo que não apreciei no livro foi as falas dramáticas e um pouco fantasiosas de Roberto, mas o livro é incrível, de uma leitura rápida e que me fez abrir os olhos para uma realidade triste.

Espero mesmo que jovens tenham a oportunidade de ler essa história nacional e de nunca ter contato com nenhum tipo de droga. 
É isso pessoas! Dei um tempinho na maratona dos Sem Bienal para postar esse achismo, que faz parte das leituras escolhidas para os dias 5, 6 e 7.
Beijos!
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