Os Bridgertons #2: O Visconde Que Me Amava - Julia Quinn

por - 24.6.16


“ — Há certas coisas que não posso lhe dar — disse Anthony —, e amor é uma delas.”
página 193

O Visconde Que Me Amava
(The Viscount Who Loved Me - 2000)
Julia Quinn - Editora Arqueiro
ISBN-13: 9788580411973 - ISBN-10: 8580411971
Ano: 2013 - Páginas: 288
Skoob

Sinopse: “A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.”

Hey pessoas! tem alguns dias (meses) que li o segunda história da série Os Bridgertons, e nesta conhecemos Anthony, irmão de Daphne, lá do primeiro livro, e Kate Sheffield.
O ano é 1814, e a temporada de bailes está começando, o visconde mais cobiçado está decidido a se casar e a jovem e bela Edwina Sheffield parece ser a escolha certa, mas para isso ele precisa da aprovação de sua irmã mais velha, a teimosa Kate, que acredita que Anthony não será um bom marido.
Eu nem preciso dizer que Anthony vai tentar jogar seu charme para que Kate o recomende a irmã e que isso não dará certo, já que ela o vê como um libertino.

“Mas ele poderia ter conseguido superar seus preconceitos. Poderia ter sido encantador, sincero e direto, e convencê-la de que as histórias a seu respeito no Whistledown eram um exagero, e que ele não era o pior patife que Londres já vira desde a virada do século. Poderia tê-la convencido de que obedecia a um código de honra, de que era um homem honesto e de princípios...
Se não a tivesse comparado a Edwina.
Pois nada poderia ter sido tão mentiroso. Ela sabia que não era feia - seu rosto e suas formas eram agradáveis. Mas era simplesmente impossível ser comparada a Edwina em termos de beleza. A mais nova era um verdadeiro diamante de primeira grandeza, enquanto Kate nunca seria nada além de comum e agradável.”
página 42

Entre bailes, discussões e tentativas inúteis de Kate afastar Anthony de sua irmã, eles se aproximam e acabam tendo que ser obrigados a se casarem, em uma situação bem cômica.

— Foi uma abelha. - protestou Kate. — Só uma abelha! Não podemos ser obrigados a nos casar por causa de uma abelha!
página 180

Bom, se ambos não queriam se casar, em hipótese alguma, não é de se esperar que Kate tenha pensamentos inseguros em relação a seu relacionamento, pois quem iria querer se casar com ela?
Já estava conformada em viver solteira, nenhum homem tinha olhos para ela, já que Edwina chegava a ofuscá-la com sua beleza.
E Anthony tem que se conformar, depois de ver seus planos irem por água abaixo, com um casamento indesejado, mas não totalmente desnecessário, já que o visconde pretendia se casar com uma pessoa por quem não sentisse sentimento algum.


Kate segurava-se na ideia de que não era a primeira opção de Anthony, já que havia sido obrigado a casar, se conformando em não esperar muito do marido. Mas como essas histórias parecem ser baseadas em histórias de princesas disney (e agradeço por isso 💕), o visconde se vê apaixonado por sua esposa, e vice e versa.
O Visconde Que Me Amava é mais um romance de época de Julia Quinn que me conquistou.
Mesmo sendo quase um déjà vu do livro anterior, a história flui de uma maneira leve, sem muitas surpresas ao longo do enredo. Percebi que as histórias da autora acabam como deveriam acabar, como o leitor quer que acabe, e isso é uma maravilha, pois não há decepções. Você não espera muita coisa, e não se decepciona, é uma história estável, que não te joga num loop tedioso, apesar de ter seu clichê.
E uma das coisas que mais gosto de ler são as crônicas de Lady Whistledown, uma pessoa que sabe de tudo o que acontece entre as pessoas da alta sociedade, mas ninguém sabe quem é. Aquela vizinha fofoqueira que sabe mais da sua vida do que você, sabe? Então.
Os personagens acabam por parecem reais, não é algo que você lê e pensa “hmmmm, eu duvido disso”.
eles são bem construídos, assim como seus problemas e pensamentos, Quinn consegue nos trazer uma realidade de uma sociedade que nunca iremos conhecer, com um bom humor. 
O livro tem a capa em brochura, é lindo, e tem quase 300 páginas (eu gostaria muito que tivesse mil, não consigo cansar ou enjoar de romances assim) e no final tem o prólogo do próximo volume: Um Perfeito Cavalheiro, que estou aceitando de presente.


4/5 no Skoob
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“— Precisamos viver cada momento como se fosse o último, como se fôssemos imortais — afirmou ela. — Quando meu pai adoeceu, tinha tantos arrependimentos... Ele me disse que havia tantas coisas que queria ter feito... Sempre imaginara que teria mais tempo. Nunca me esqueci disso. Por que você acha que resolvi aprender a tocar flauta numa idade tão avançada? Todos disseram que eu era velha demais, que para ser realmente boa eu deveria ter começado quando criança. Mas a questão é que não preciso ser boa. Só tenho que me divertir com isso. E saber que tentei.”
página 282

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